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Responsabilidade Social

Reciclagem de vidro pode movimentar R$ 220 milhões/ano

28 de novembro de 2011

Tudo o que é vidro vira vidro. A expressão comum na indústria vidreira resume bem o potencial de reaproveitamento desse material, que é 100% reciclável. Entretanto, trata-se de um produto pouco coletado e subaproveitado no Brasil. Mas isso deve mudar. Buscando se adequar às novas exigências legislativas para gestão de resíduos sólidos e otimizar a reciclagem no setor, a Abividro (Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro) propôs ao Ministério de Meio Ambiente um modelo de gerenciamento inspirado em experiências européias.

A ideia é instalar no Brasil uma instituição gerenciadora responsável por intermediar as relações entre municípios, cooperativas de catadores, beneficiadoras, fabricantes de vidro e envasadoras. Além disso, o órgão iria negociar operações de compra e venda de recicláveis triados, gerir a logística reversa e promover campanhas de conscientização sobre reciclagem.

"O modelo que propomos atende a todos os pontos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, ao implementar a responsabilidade compartilhada, criar um sistema de logística reversa e assegurar a destinação adequada dos materiais recicláveis", afirma o superintendente da Abividro, Lucien Belmonte, reforçando a necessidade de cooperação de outros setores de embalagens.

A estimativa é que após 4 anos de sua instalação no país, a gerenciadora fará com que o índice de reciclagem do setor vidreiro atinja 50%. Em termos financeiros, equivale a passar dos atuais R$ 60 milhões movimentados por ano pelo setor para R$ 120 milhões/ano. De acordo com a Abividro, se os esforços resultarem na adesão de todos os envasadores existentes no país e de todos os municípios brasileiros, é possível que o setor de reciclagem de vidro movimente cerca de R$ 220 milhões/ano.

Os índices de reciclagem de vidro no Brasil passam por uma atualização. Até o 2008, falava-se em 47% de aproveitamento de todo material produzido, algo em torno de 470 mil toneladas. Mas, desde a criação, no ano passado, de um novo modelo de medição definido pela ABNT, ainda não se tem um dado mais atualizado. Segundo Belmonte, é provável que reciclemos bem menos do que a metade. São embalagens de vidro usadas para bebidas, produtos alimentícios, medicamentos, perfumes, cosméticos e outros artigos que vão parar direto no lixo, correspondendo em média a 3% dos resíduos urbanos.


Fonte: http://blog.institutoideias.com.br/

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